sexta-feira, 29 de junho de 2012

Parece que pensamos que a morte nunca chega, embora saibamos que um dia todos partimos, nunca estamos à espera, é como se tivessemos esperança de que ela nunca chegue. Já há dezassete anos (a minha idade) que estavas assim, e um dia tinhas que ir, só não esperava que fosse agora, e que durasses mais uns aninhos. Tenho pena da avó, que vai sentir tanto a tua falta, e que sempre cuidou de ti, e tenho medo de não ter sido a melhor neta, mas acho que até fui uma boa neta para ti. Estejas onde estiveres, pois não sei se acredito na vida depois da morte, espero que um dia seja motivo de orgulho, e vou sempre lembrar-me de ti. Nem sempre foste a melhor pessoa do mundo, e penso que estes anos foram o teu castigo, talvez um castigo demasiado pesado, pois imagino o que sofreste ao não conseguires falar, escrever bem, e andar só com a canadiana. Enfim, partiste ontem, e espero que estejas em paz, Avô.

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